quarta-feira, 8 de maio de 2013

Menino morre depois de ser picado por escorpião



A morte de um menino de quatro anos após a picada de um escorpião em Santana da Vargem (MG) será investigada pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais. Uma equipe irá ao pronto-atendimento de Três Pontas (MG) para verificar se houve falha na aplicação do soro antiescorpiônico.

O caso será investigado após uma divergência entre prontuários, o que levantou a suspeita de demora na aplicação do soro no hospital de Três Pontas. Segundo parentes da criança, as informações no documento recebido por eles não coincidem com as informações do prontuário apresentado pela direção do hospital.

O fato aconteceu há cerca de 10 dias. O menino Davi Santana Silva estava em casa, na zona rural de Santana da Vargem, quando foi picado por um escorpião. Ele foi levado pelos pais para o pronto atendimento Três Pontas onde passou a noite. Pela manhã, como mostra o prontuário de atendimento apresentado pela família, Davi piorou. Ele só recebeu o soro antiescorpiônico às 13h17, mais de 12h depois de dar entrada no pronto-socorro.
“Ele me falou que achava que tinha entrado um espinho no pé dele. Quando eu olhei vi o escorpião do lado do pé dele. Levei ele no hospital, o quadro dele piorou, ele foi entubado e me falaram que ele teria que ser transferido”, conta a mãe de Davi, Daiane de Santana.
Com a piora do estado de saúde, o menino foi transferido para o Hospital Vaz Monteiro, emLavras (MG), mas não resistiu e morreu no mesmo dia. O coordenador do pronto atendimento de Três Pontas, Cláudio Márcio de Carvalho Silva, nega que tenha havido erro no atendimento. No prontuário apresentado por ele, consta que Davi recebeu o soro poucos minutos depois de chegar ao local, às 22h, como orienta um protocolo para esse tipo de caso.
Pertencentes à classe Arachnida, os escorpiões apresentam o corpo dividido em cefalotórax e abdome, sendo que os últimos 5 segmentos do abdome formam a cauda (metassoma). No cefalotórax estão inseridos, lateralmente, quatro pares de pernas, e na região anterior encontram-se um par de pedipalpos (onde estão as “pinças”) e um par de quelíceras, usadas na alimentação. Na região ventral do cefalotórax encontra-se um par de pentes, exclusivo de escorpiões. No final da cauda está o télson, estrutura utilizada para inocular o veneno produzido nas glândulas aí localizadas. Dorsalmente apresentam dois olhos em posição mediana, e de 2 a 5 pares de olhos laterais.

Como diferenciar escorpiões perigosos de não perigosos?

Os escorpiões de importância médica que ocorrem no Brasil (Tityus sp.) possuem um espinho logo abaixo do ferrão (aguilhão). Além disso, sua coloração é mais opaca, diferente dos escorpiões sem importância médica, que aparentam serem naturamente envernizados, pois sua coloração é mais “brilhante”.
Ferrão do Bothriurus sp.Ferrão do Tityus sp.

Como prevenir e o que fazer em caso de acidentes?

Os escorpiões se alimentam de outros animais, como baratas, aranhas, cupins e até mesmo de pequenos vertebrados. Sendo assim, manter a limpeza da casa e de seus arredores, evitando o acúmulo de lixo e entulhos, ajuda na prevenção do aparecimento de escorpiões, que podem ser atraídos pela disponibilidade de abrigo e pelos animais que fazem parte de sua dieta e vivem nestes ambientes. Aconselha-se, ainda, vedar a soleira das portas, manter os ralos fechados, sempre verificar calçados e roupas antes de vesti-los e usar luvas para manipular entulhos ou cuidar do jardim.
Apesar de todos os escorpiões produzirem e inocularem veneno, somente as espécies já citadas podem causar algum mal às pessoas. Em casos de acidentes recomenda-se que o local da picada seja lavado com água e sabão e, em seguida, a pessoa deve ser levada a um hospital ou posto de saúde.

0 comentários:

Postar um comentário