quarta-feira, 8 de maio de 2013

Prefeitura de São Lourenço cria programa de inclusão




A prefeitura vai contratar, à partir de junho, pessoas com deficiência. O objetivo é inserir no mercado de trabalho pessoas que têm dificuldades intelectuais ou físicas e não têm oportunidades de emprego. De início, serão cinco alunos da Apae, que já estão sendo preparados e vão atuar nos setores que funcionam no andar térreo da prefeitura. A apresentação do programa foi feita a secretários, diretores, gerentes e outros chefes de setores da prefeitura, em reunião na tarde de quarta-feira (8), com participação dos profissionais da Apae, Carlos Eduardo Franqueira de Brito e Lourdes Bernadette Silveira Miceli. Eduardo é fisioterapeuta e Lourdes é psicopedagoga, psicoterapeuta e neuropsicologista. Eles falaram sobre os tipos de deficiência e suas experiências na área.

De acordo com a vice-prefeita, a prefeitura está trabalhando em prol de um benefício social e não só para cumprir a legislação, conforme quase sempre acontece. “Isso não é um favor e nem uma caridade do governo municipal, mas uma forma de trazer um benefício social e ser exemplo à iniciativa privada”, disse ela.

A professora Eliza Henriques Nogueira, que tem experiência na área e é a coordenadora do programa Atendimento Educacional Especializado, da Secretaria de Educação, e a Diretora Municipal de Administração, Elaine Cristina Ribeiro de Oliveira, são as responsáveis pela implantação do programa. Segundo elas, inicialmente, será feito um trabalho de preparação dos funcionários da prefeitura, principalmente dos setores que vão receber os novatos. E o primeiro passo foi a reunião de apresentação do programa. Eliza disse que o ponto a ser trabalhado é a maneira como deverá ser a convivência com as pessoas com deficiência. “O tratamento deve ser o mais normal possível, dentro do respeito e da cordialidade necessários no local de trabalho, buscando ver sempre o potencial e não a deficiência”, afirmou ela. Já Elaine, afirmou que além da adaptação de relacionamento entre as pessoas, deverá ocorrer algumas mudanças na estrutura física do prédio. “Embora, nesse primeiro momento, seja no andar térreo, teremos que fazer algumas modificações para facilitar a acessibilidade”, lembrou ela. E acrescentou: “na fase de adaptação haverá acompanhamento de psicólogo, assistente social e enfermeiro”.

Acessibilidade – o governo municipal vem trabalhando constantemente para melhorar a acessibilidade, promovendo modificações nas estruturas físicas dos prédios e dos espaços públicos. Mas, um grande problema ainda continua sendo as escadarias do edifício sede. Embora o prefeito tenha mudado o gabinete e a maioria dos setores de atendimento ao público para o andar térreo, muita gente ainda necessita de atendimento nos andares superiores. O problema será resolvido em breve, com a colocação de elevadores ou construção de rampas.

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