quarta-feira, 10 de julho de 2013

Justiça Federal condena 26 por adulteração do leite em Passos, MG

Além de adulterado o leite não tem as minimas condições de higiêne

Vinte e seis pessoas foram condenadas pela Justiça Federal de Passos (MG) por participação na adulteração do leite produzido pela Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro (Casmil). As penas variam de dois a 17 anos de prisão.
Entre os condenados está o então presidente da cooperativa na época, Dácio Francisco Delfraro, que recebeu uma pena de 15 anos e 5 meses de prisão. O diretor-presidente da cooperativa entre 2003 e 2006, José Calixto Mattar, também foi condenado, assim como um funcionário do Ministério da Agricultura, Luiz Antônio da Silveira, responsável pela fiscalização na unidade.
A investigação resultou na "Operação Rio Branco", da Polícia Federal. A operação investigou a adulteração do leite na Casmil, de Passos e na Coopervale de Uberaba (MG) em outubro de 2007. Para aumentar o volume de leite, as cooperativas adicionavam o soro, um sub-produto da fabricação do queijo.

Para que esta mistura não fosse apontada nos exames, era usada uma fórmula com quatro substâncias químicas: peróxido de hidrogênio (água oxigenada), soda cáustica, citrato de sódio e uma pasta base. A fórmula teria sido passada aos funcionários da Casmil por um engenheiro de Goiás. Funcionários, diretores e o inspetor do Ministério da Agricultura na cidade foram presos na época. Notas fiscais e boletins de análise da época comprovaram que o leite batizado na Casmil ia para várias empresas do país.
Após a operação, o Ministério Público denunciou 29 pessoas sob suspeita de envolvimento no esquema sob as acusações de adulteração de produto alimentício, formação de quadrilha e crime contra a saúde pública, além de outros crimes.
Na sentença, o juiz federal Élcio Arruda confirmou que houve a a adição de água oxigenada e de quantidade indevida de água no leite, conforme exames feitos pelo Instituto Nacional de Criminalística e pelo Laboratório Nacional Agropecuário.
Gilson Luiz Tavares e Ronan Alves Silveira, que haviam sido denunciados pelo Ministério Público, foram absolvidos. Os réus terão um prazo de cinco dias para recorrer da decisão. Os advogados dos acusados informaram que os clientes vão recorrer da sentença.
Fonte G1
Confira abaixo os condenados e a respectivas penas:
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CONDENADOS E PENAS DIVULGADAS PELA JUSTIÇA FEDERAL
Adenilson da Silva Ramos6 anos e 8 meses de reclusão
Adriano Mala Soares16 anos, 5 meses e 20 dias de reclusão; 2 anos e 6 meses de detenção
Antônio Luiz Gonzaga6 anos e 8 meses de reclusão
Carlos Raimundo da Silveira14 anos, 8 meses e 18 dias de reclusão; 2 anos e 1 mês de detenção
Dácio Francisco Delfraro15 anos e 5 meses de reclusão; 2 anos e 3 meses de detenção
Devanir Donizete Daniel7 anos e 6 meses de reclusão
Divino dos Reis Balbino2 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão
Douglas Esteves Pereira6 anos e 8 meses de reclusão
Eliana Natália da Silva6 anos e 8 meses de reclusão
Eremildo de Pádua Nóbrega8 anos e 9 meses de reclusão; 2 anos e 3 meses de detenção
Evandro Freire Lemos14 anos, 8 meses e 16 dias de reclusão; 2 anos e 1 mês de detenção
Gabriel Lourenço Alves6 anos e 8 meses de reclusão
Ivan Helbert de Andrade7 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão
José Calixto Mattar17 anos, 6 meses e 1 dia de reclusão
José dos Reis dos Santos6 anos e 8 meses de reclusão
José Rogério Leite6 anos e 8 meses de reclusão
Luiz Antônio da Silveira16 anos e 13 dias de reclusão; 2 anos e 6 meses de detenção
Luiz Ricardo dos Santos8 anos, 5 meses e 2 dias de reclusão; 2 anos e 1 mês de detenção
Milton Orlando Carneiro7 anos e 1 mês de reclusão
Paulo Reis Rodrigues Silva14 anos, 8 meses e 18 dias de reclusão; 2 anos e 1 mês de detenção
Rebert Santos de Almeida6 anos e 8 meses de reclusão
Ricardo Oliveira Gonçalves6 anos e 8 meses de reclusão
Sérgio Antônio da Silva6 anos e 8 meses de reclusão
Sílvio Antônio Carneiro7 anos, 7 meses e 19 dias de reclusão
Valdeci Marciano Costa7 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão
Vicente Benedito Coloço6 anos e 8 meses de reclusão

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