segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Polícia Civil divulga nota sobre o Combate de Itamonte



"A troca de informações entre a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e a de São Paulo desbaratou na madrugada de ontem (22/01) uma das mais perigosas quadrilhas especializadas em explosões de caixas eletrônicos que agia em cidades limítrofes dos dois estados. Fortemente armados, inclusive com fuzis, pelo menos 15 homens, divididos em sete veículos, chegaram por volta das 2h da madrugada a Itamonte, Sul de Minas. Eles conseguiram explodir um caixa eletrônico e depois foram surpreendidos por policiais civis mineiros e paulistas. Na troca de tiros, motivada pela reação da quadrilha, nove suspeitos morreram, cinco foram presos (três deles estão feridos) e um fugiu para um matagal.
 Segundo o chefe do Departamento de Polícia Civil de Pouso Alegre, delegado João Eusébio, e o titular da Delegacia de Investigações sobre Roubo a Bancos de São Paulo (Deic), delegado Fábio Pinheiro Lopes,  as buscas estão sendo feitas com o apoio da PM e da Polícia Civil de São Paulo. Um dos policiais civis paulista foi baleado no braço, mas não corre risco de morrer. Na manhã deste sábado estão sendo feitos os trabalhos de reconhecimento dos corpos e o Auto de Prisão em Flagrante (APF) dos envolvidos.
 A ousadia da quadrilha era tamanha que, além de roubar os cinco caixas eletrônicos da cidade, a quadrilha planejava dominar o pelotão da Polícia Militar local. Um dos confrontos se deu perto dessa unidade, onde suspeitos também foram mortos. A Polícia Militar de Minas Gerais e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) também participaram da operação. Fuzis, pistolas, dinamites e sete veículos foram apreendidos. Apesar do cerco feito nas rodovias, dois integrantes da quadrilha conseguiram fugir para São Paulo. Um deles, que estava com a bandeja de dinheiro roubada do único caixa eletrônico explodido em Itamonte, foi preso em Arujá (SP). Outro homem acabou detido em Guaratinguetá (SP).
 Os serviços de inteligência das policias civis de Minas e de São Paulo já monitoravam a quadrilha há oito meses. Na tarde de sexta-feira (21), o chefe da Polícia Civil mineira, Cylton Brandão, e o delegado geral da Polícia Civil Paulista, Luiz Maurício de Souza Blazeck, trocaram telefonemas. O superintendente de Investigação e Polícia Judiciária da PCMG, Jeferson Botelho, fez os últimos ajustes com colegas paulistas para a operação que surpreendeu a quadrilha em Itamonte. “A polícia de São Paulo confirmou o plano de ação dos criminosos. Nós reunimos 40 policiais que se somaram a outros 40 que vieram de São Paulo e acionamos a Polícia Rodoviária e a PM. O confronto foi inevitável, mas graças a Deus e ao trabalho conjunto, tivemos sucesso na operação”, afirmou Jeferson Botelho.
 Na condição de vice-presidente do Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (Concpc) para a região sudeste, Cylton Brandão tem articulado a permanente troca de informações entre os serviços de inteligência das policias. “A migração dos criminosos entre os estados é constante e é conversando diariamente que podemos nos preparar melhor para enfrentar as quadrilhas cada vez mais articuladas que atuam pelo interior do País”, explica o chefe da Polícia Civil de Minas.
 Divisas Seguras - O trabalho integrado das forças de segurança mineiras com as policias dos demais Estados é uma das estratégias adotadas pelo Sistema de Defesa Social de Minas para combater a criminalidade. A operação Divisa Segura, coordenada pela Secretaria de Defesa Social (Seds) tem realizado seguidas operações em cidades que fazem divisa com os Estados de São Paulo, Goiás, Mato Grosso e Espírito Santo.
 Desde quando as fiscalizações começaram, em março de 2013, 100 mil pessoas e quase 70 mil veículos foram abordados. Quase 400 prisões aconteceram. Já foram apreendidos 300 kg de explosivos, mais de uma tonelada de maconha, 469 pedras de crack, 38 armas de fogo, 5.941 munições, 1.119 pares de calçados, oito mil telhas, 860 estacas de eucalipto, uma tonelada de queijo e mais de quatro mil mídias de CD e DVD, entre outros materiais."
Corpos - O IML de São LOurenço não tinha condições de receber os nove corpos  de Itamonte. Isso aconteceu por causa de um duplo homicídio na cidade de Carvalhos. Os dois corpos daquela cidade vieram para o IML de São Lourenço o que sobrecarregou a equipe que mesmo assim realizou todos os exames necessários.
Três corpos dos assaltantes ficaram em São Lourenço, três foram levados para Pouso Algre e três para Itajubá.
Mais dois assaltantes presos - A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou agora cedo que dois assaltantes foram presos no estado de São Paulo. Um foi preso em Arujá e outro próximo a Lorena. Um dos presos na ação da polícia civil paulista apresentava corte de cabelo de estilo militar. Os dois assaltantes feridos e que estavam no Hospital de São Lourenço foram levados para o presídio de Pouso Alegre.
O grupo de assaltantes surpreendido pelos policiais de Minas Gerais e São Paulo na madrugada do dia 22/02 são suspeitos de terem praticado os assaltos aos bancos de Passa Quatro, Itanhandu e de Itamonte, sendo o último ocorrido em novembro deste ano. O mesmo grupo também é acusado de assaltar a agência bancária de Piracaia (SP) e ferir dois moradores com disparos de arma de fogo.
Um dos mortos na ação policial em Itamonte é natural de Itanhandu. Ele era o motorista do carro branco interceptado próximo ao radar da rodovia que leva a Engenheiro Passos. Ele e os outros que estavam no carro não conseguiram escapar porque a Polícia Civil bloqueou a rodovia com uma caminhão. Existe uma possibilidade dele (o motorista) ter sido rendido quando saía da casa de sua namorada em Itamonte. A Polícia Civil está investigando isso. Curiosamente segundo informações agora cedo ele não usava colete à prova de balas como os outros que estavam no carro. Esta versão é extra-oficial e está sendo apurada.

Tiroteio na Praça de Itamonte - Os ladrões chegaram a explodir um caixa eletrônico em uma agência bancária em Itamonte. No Banco Santander, quando os ladrões chegaram foram surpreendidos pela Polícia. Um intenso tiroteio aconteceu. Policiais com grande experiência no combate à marginalidade quando narravam a ação, confessavam que nunca tinham participado de algo assim com tanta intensidade e risco. A informação oficial é de que apenas um policial civil do Estado de São Paulo foi ferido na ação e está fora de perigo, não correndo risco de morte.

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