terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Crime no sul de minas - Mulher confessa: Matei para não morrer

Katia matou o ex a facadas

“Eu o matei antes dele me matar”, disse Kátia Goulart, de 37 anos, que confessou ter matado Júlio César Alves Ferreira, de 24 anos ,no último mês de dezembro em Poços de Caldas (MG). Ele seria ex-companheiro de Kátia e foi morto a facadas no dia 25 de dezembro de 2014 após uma saída temporária da cadeia de Três Corações (MG), onde cumpria pena por tráfico de drogas. Outras duas pessoas também foram presas e apresentadas nesta segunda-feira (22).
Julio César foi dopado, assassinado e incendiado

Júlio César foi morto no Natal. Ele recebeu mais de 20 facadas e em seguida teve o corpo queimado. Segundo o delegado Cleysson Rodrigo Brenner, o que pode ter motivado o crime foi uma carta recebida pela vítima, ainda na cadeia. No texto, ele recebia o comando de um ponto de tráfico de drogas em Poços de Caldas. A transferência, realizada dentro do presídio, teve direito a documento assinado por testemunhas.
O namorado de Katia, conhecido por Ratinho, botou fogo no corpo

Na carta escrita à mão um detento conhecido como ‘Manezinho’ cedia formalmente o que ele chamava de loja para Júlio César. No documento consta também o endereço a que ele teria direito, além de algumas condições. Júlio César não poderia, por exemplo, vender ou ceder o ponto para outras pessoas. Além disso, ‘Manezinho’ explica, na carta, que Júlio César, por já ter trabalhado para ele, era merecedor do espaço.
“Nós acreditamos que Kátia tenha sido a mentora do crime e que a carta tenha sido o principal motivo para ela ter tomado essa decisão. Há informações de que ela traficava neste mesmo ponto e testemunhas alegam que eles se desentenderam porque ela estava tendo um relacionamento com outro suspeito, que também foi preso”, disse o delegado.

Na carta escrita à mão, ‘Manezinho’ cedia formalmente o que ele chamava de loja para Júlio César.. (Foto: Reprodução G1)
Prisões
Kátia e outros dois suspeitos do crime foram apresentados pela Polícia Civil na tarde desta segunda-feira. De acordo com o delegado Cleysson Rodrigo Brenner, Mateus Adriano Goulart Barbosa, de 20 anos, foi preso na manhã desta terça-feira.  Já a mãe dele, que confessou o crime, estava detida desde o último dia 9 de janeiro. O companheiro dela, Wendel Wilker Civitanova, de 20 anos, foi preso no dia 14 de fevereiro.
“O Mateus foi o último suspeito preso. Eles são acusados de terem participado dessa empreitada criminosa. Durante a tarde foi feita uma acareação, mas Kátia acabou por confessar o crime”, disse Brenner.
Em entrevista, a principal acusada reconheceu a participação no caso, mas nega o envolvimento do filho. Segundo a polícia, ele teria ateado fogo no corpo da vítima, e os depoimentos de Wendel levaram os agentes até o jovem.
“Eu chamei ele para tomar uma cerveja e ele topou, em seguida eu coloquei dipirona [na cerveja] e caiu a pressão. Em seguida, eu matei ele”, detalhou Kátia.

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