terça-feira, 6 de outubro de 2015

Bancários entram em greve no sul de minas


Bancários das três regionais do Sul de Minas aderiram à greve nacional da categoria nesta terça-feira (6). De acordo com informações dos sindicatos, agências de ao menos 23 cidades da região estão com o atendimento paralisado totalmente ou parcialmente. Os funcionários reivindicam melhorias salariais e nas condições de trabalho.
Na regional de Varginha (MG), que abrange 70 cidades com cerca de 2,8 mil funcionários, o presidente do Sindicato dos Empregados de Estabelecimentos Bancários de Varginha e Região (SEEB Varginha), Fábio Massote Chaves, disse que as primeiras informações são de que ao menos sete cidades na região aderiram à paralisação nesta terça-feira.
Funcionários do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal em Varginha, Bom SucessoNepomucenoTrês PontasCampos Gerais e Lambari estão com o atendimento totalmente ou parcialmente parado. Em Lavras, além das duas agências, os bancos privados também aderiram à greve.

Na regional de Itajubá (MG), que abrange 35 cidades da região, a informação é que os funcionários do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal de sete cidades estão paralisados.
Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Empregados de Estabelecimentos Bancários de Itajubá e Região (SEEB Itajubá), Eurico Vaz Pinto, as agências do Banco do Brasil em Cristina,Passa QuatroCambuí e São Lourenço, e as agências da Caixa Econômica em Itajubá, Monte SiãoCaxambu e São Lourenço estão sem atendimento ao público.
Na regional de Poços de Caldas (MG), que abrange 90 agências de 26 cidades, a informação é que bancos públicos e privados de oito cidades já aderiram à paralisação. De acordo com a assessoria de imprensa do Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Poços de Caldas e Região (Sintraf-PCR), todas as 20 agências em Poços de Caldas aderiram à greve.
Ainda de acordo com o Sintraf-PCR, agências do Banco do Brasil em Caldas, BotelhosSanta Rita de CaldasJuruaiaMonte Santo de Minas e Monte Belo estão fechadas para atendimento ao público. Os serviços também foram paralisados em outras duas agências em Andradas.

Reivindicações
O Comando Nacional dos Bancários, órgão que engloba todos os sindicatos da categoria no país, luta por diversas questões, dentre elas o reajuste salarial de 16%; piso inicial, no setor bancário, de R$ 3.299,66; e também o reajuste de auxílios, como os vales-alimentação e refeição; 13ª cesta e auxílio-creche/babá de R$ 788 ao mês, para cada benefício, correspondendo ao valor do salário mínimo nacional vigente.
Greve
A decisão foi tomada em assembleia geral, realizada na noite da última quinta-feira (1º), em diversas regiões do país. Na ocasião, os bancários das três regionais do Sul de Minas votaram a favor da paralisação dos serviços prestados nas agências, tanto dos bancos públicos como privados.
Após quase dois meses de negociação, com uma contraproposta de reajuste salarial inferior ao percentual de inflação por parte da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), a categoria decidiu interromper suas atividades por tempo indeterminado, até que haja acordo entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban.
"Foi feita uma contraproposta  de reajuste salarial de 5,5% mais abono de R$ 2,5 mil. A proposta foi rejeitada e ficou decidido pela greve a nível nacional", explica Pinto, vice-presidente do sindicato em Itajubá.

Atendimento alternativo
Em nota, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que a população tem à disposição uma série de canais alternativos para realizar transações financeiras.
Os bancos oferecem aos clientes opções como os caixas eletrônicos, internet banking, o aplicativo do banco no celular (mobile banking), operações bancárias por telefone e também pelos correspondentes, que são casas lotéricas, agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos comerciais credenciados.

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