quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Para ter direito de protestar em rodovias, caminhoneiros se disfarçam de MST



BR 101 – Após determinação do ministro da justiça, José Eduardo Cardozo, de que sejam aplicadas multas de R$ 1.915,00 aos caminhoneiros que interditarem rodovias federais, os líderes do movimento adotaram uma estratégia criativa na tarde de hoje, deixando Sua Excelência um tanto quanto confuso.
Cardozo, que na manhã de hoje afirmou que o movimento dos caminhoneiros não tem pauta de reivindicação, determinou que a força policial fosse utilizada contra aqueles que insistirem em bloquear as vias.
Face a recalcitrância dos caminhoneiros em continuarem o protesto, Cardozo determinou que efetivos policiais se dirigissem até os locais das manifestações e “descessem o sarrafo em que insistir em bloquear as estradas”.
A ordem, no entanto, não pode ser cumprida, pois ao chegarem a um ponto da BR 101, os policiais se depararam com uma suposta manifestação do Movimento dos Trabalhadores (sic) Rurais Sem Terra – MST.
“Quando vimos a bandeira do MST, resolvemos não cumprir a determinação do ministro, já que quando os sem terra bloqueiam rodovias têm apoio do governo”, declarou um PRF que não quis se identificar.
Após receber informações sobre o ocorrido, Cardozo, visivelmente surpreso, exclamou:
“Ah, são os sem terra que estão interditando a BR? Então tá de boas, eles podem.”
O ministro determinou a remessa de duzentos e trinta e quatro mil reais e dois centavos para apoiar o movimento, mediante fundamento de “incentivo à reforma agrária e à agricultura familiar”, o que foi duramente criticado por parlamentares da oposição.
“Colocar polícia para reprimir manifestações pacíficas, que são um direito inalienável no estado democrático de direito, é sinônimo de criminalizar os movimentos sociais”, declarou o ministro em respostas aos críticos.
O mal entendido foi dirimido algumas horas após, quando a ABIN revelou o artifício utilizado pelos caminhoneiros.
“A ABIN desconfiou, porque muitos dos presentes possuíam carteira de trabalho. Como se já não bastasse o golpismo, ainda tentam se passar por um movimento democrático que luta contra a monocultura e contra o latifúndio! Essa manifestação é ilegítima, pois impede o pleno exercício do direito de ir e vir e a polícia deve tomar providências”, declarou.
Até o fechamento desta reportagem não foi informado pelos caminhoneiros os rumos do protesto, mas um dos participantes do movimento declarou que pensa em deixar de trabalhar e passar a invadir propriedades alheias para poder protestar sem ser importunado.
“Talvez eu consiga até ganhar uma grana por meio de ONG’S se fizer isso”, avaliou.

0 comentários:

Postar um comentário