terça-feira, 11 de outubro de 2016

10 benefícios da pimenta para a saúde




Forte, ardida, picante. Quando você ouve falar de pimenta com certeza lembra de pelo menos alguma dessas características. O que você não imaginava é que esse alimento pode trazer tantos benefícios para a saúde.
Veja alguns deles:
Efeito antioxidante
As pimentas do gênero Capsicum (vermelha, malagueta, dedo-de-moça, cambuci, jalapeño, americana, cumari-do-pará, de cheiro, murupi, entre outras) possuem substâncias que previnem doenças como diabetes, câncer e problemas do coração. Os antioxidantes são importantes também por combaterem o envelhecimento precoce.
Facilita a digestão
Ingerir pimenta aumenta a salivação e a secreção gástrica, o que potencializa a produção de enzimas e suco gástrico e facilita a digestão.
Acelera o metabolismo
O consumo eleva a temperatura do organismo e aumento o gasto calórico. A presença de capsaicina também previne o acúmulo de gordura na região da barriga.
Ajuda a emagrecer
A pimenta vermelha pode ser útil no emagrecimento por estimular o sistema nervoso, gerando aumento da liberação de catecolaminas, noradrenalina e adrenalina. Essas substâncias diminuem o apetite.
Controle do colesterol
Com o consumo, os níveis do colesterol bom (LDL) e dos triglicerídeos ficam controlados. Assim, a pressão arterial também fica em dia.
Prevenção do câncer
Seus componentes são considerados quimiopreventivos, antimutagênicos e anticarcinogênicas, o que previne vários tipos de câncer.
Combate a diabete
A capsaicina reduz o nível de glicose sanguínea e aumenta as taxas de insulina.
Atua no sistema circulatório
Suas vitaminas A, C, algumas do complexo B, além do potássio e do cálcio fazem com que a pimenta seja ótima para o sistema circulatório. Suas substâncias impedem a formação de coágulos e aumentam o calibre dos vasos sanguíneos, diminuindo as chances de um ataque cardíaco ou AVC (acidente vascular cerebral).
Afasta a depressão e alivia a dor
Pela presença de adrenalina e noradrenalina, quem consome a pimenta acaba ficando em estado de alerta, o que melhora o ânimo de pessoas deprimidas. Ao aumentar o fluxo sanguíneo periférico ela pode ajudar em casos de enxaqueca. Além disso, a capsaicina atua em dores de cabeça, mucosite oral, alergia cutânea e tumor de pele.
Ação anti-inflamatória
Mais uma vez, a heroína é a capsaicina, que tem forte ação anti-inflamatória. Especialistas indicam o consumo diário de seis pimentas dedo-de-moça ou meia pimenta malagueta por dia, para atingir as taxas necessárias de capsaicina.
Agora é só dar um jeitinho de inserir a pimenta na sua dieta. Mas não cometa exageros para que o consumo não seja prejudicial à sua saúde.

Considerada um dos melhores alimentos termogênicos do mundo, a pimenta pode acelerar a queima de gordura e facilitar a perda de peso. Mas não é só para isso que serve o fruto picante: a pimenta melhora o humor, combate radicais livres e ainda tem atuação antibactericida, entre outros benefícios.
Saiba mais sobre as propriedades daquela que é considerada uma das plantas mais antigas domesticadas pelo homem e também o segundo condimento mais consumido em todo o planeta (só perdendo para o sal).

Propriedades da pimenta

O ardor característico do fruto é causado pelo mesmo composto responsável pelos benefícios da pimenta, a capsaicina. De 0, 1 a 1% da massa total da pimenta vermelha é constituída pela substância que tem efeito termogênico e digestivo.
Além da capsaicina, a pimenta fresca é fonte das vitaminas A e C, e de flavonóides como o betacaroteno, luteína, zeaxantina e beta-criptoxantina.
Outros nutrientes da pimenta (porção de 100g, crua):
  • Calorias: 40 kcal
  • Carboidratos: 8,8g
  • Proteínas: 1,9 g
  • Gordura: 0,4 g
  • Fibras: 1,5 g
  • Vitaminas do complexo B: niacina, piridoxina, riboflavina e tiamina
  • Potássio, manganês, magnésio e ferro
Enquanto o potássio é um importante componente das células e dos fluidos corporais que ajudam a controlar a pressão arterial, o manganês é utilizado pelo corpo para sintetizar a enzima superóxido dismutase, um potente antioxidante natural.

Tipos de Pimenta

Nativa das Américas, a pimenta ganhou o mundo após ser descoberta por Cristóvão Colombo, sendo hoje encontrada na forma de dezenas de espécies diferentes. Confira algumas das mais conhecidas:

– Jalapeño

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jalapeno

Bastante popular no México e em algumas regiões dos Estados Unidos, a pimenta jalapeño pode ser consumida fresca, em molhos ou desidratada, tendo um grau de ardência moderado.
Após ser desidratada e defumada, a pimenta jalapeño passa a ser conhecida como chipotle (este por sua vez o nome de uma popular rede de restaurantes de comida mexicana nos EUA).

– Dedo de moça

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dedo de moça

Também conhecida como pimenta vermelha, a dedo de moça é um pouco mais suave que a pimenta malagueta, mas certamente mais ardida que a jalapeño. Saborosa, pode ser utilizada na forma liquida, fresca, desidratada (quando em flocos recebe o nome de pimenta calabresa) ou em conserva.

– Malagueta

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pimenta malagueta

Ainda mais picante que a pimenta dedo de moça, a malagueta é bastante utilizada na culinária do nordeste do país, em pratos como o acarajé e a feijoada.

– Chili

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chili pimenta

Originária do México, a pimenta chili é extremamente picante e pode ser encontrada nas cores vermelho, amarelo, verde ou laranja.
Versátil, pode ser utilizada para as mais diversas receitas, como molhos, carnes, aves e sopas.

– Pimenta de Cheiro

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Pimenta Cheiro

Com teor de ardência variado, a pimenta do cheiro é bastante aromática e pode ser utilizada em saladas, peixes e carnes em geral.
Onipresente na culinária nordestina, a pimenta do cheiro é parte fundamental de pratos como o tradicional bobó de camarão.

Para Que Serve a Pimenta

A pimenta serve para estimular o metabolismo de maneira natural, prevenir doenças cardíacas e combater o câncer, combater o estresse oxidativo causado pelo excesso de radicais livres na circulação, controlar os níveis de colesterol e diminuir dores e inchaço nas articulações.

10 Benefícios da Pimenta – Propriedades para saúde e boa forma

Confira mais detalhadamente estes e outros benefícios da pimenta:

1- Perda de Peso

Uma revisão de 19 estudos científicos publicada em 2014 na revista especializada Appetite concluiu que o consumo diário de pimenta pode contribuir para o controle do peso. Esse é um dos benefícios da pimenta mais procurados e que inclusive já é usado em suplementos alimentares.
São basicamente quatro os motivos pelos quais a pimenta ajuda a emagrecer: aumento da temperatura corporal, controle do apetite, metabolismo das gorduras e ação anti-inflamatória dos antioxidantes.
– Termogênese
A capsaicina é um dos melhores termogênicos naturais, pois eleva a temperatura corporal e obriga as células a recorrerem aos estoques de gordura para compensar o aumento do gasto energético.
Em um estudo desenvolvido na prestigiosa Purdue University dos Estados Unidos, pesquisadores dividiram 25 voluntários saudáveis e não-obesos em dois grupos. O primeiro foi formado por 13 participantes que afirmaram gostar de comida picante. No segundo grupo permaneceram os 12 voluntários restantes que não gostavam de pimenta.
Os primeiros voluntários receberam 1,8 g de pimenta diariamente para ser polvilhada sobre a comida, enquanto os que não gostavam do sabor picante receberam apenas 0,3 gramas para adicionar ao cardápio.
De maneira geral, ambos grupos apresentaram um aumento na temperatura corporal, efeito que acabou por acelerar o metabolismo dos participantes. Esse resultado apenas confirma o que centenas de outros estudos têm revelado: a pimenta estimula o metabolismo e promove e queima de gordura.
Mas, como veremos logo abaixo, os pesquisadores descobriram outro efeito inesperado da capsaicina.
– Controle do apetite
Ainda no mesmo estudo, os participantes que não gostavam ou então não estavam acostumados a consumir pimenta regularmente apresentaram uma redução significativa do apetite – sobretudo por alimentos gordurosos e ricos em açúcar.
Já o grupo formado por quem habitualmente acrescentava pimenta à dieta não apresentou os mesmos resultados, o que levou os pesquisadores a concluírem que o consumo frequente de pimenta pode fazer com que o corpo se acostume ao seu efeito.
Por esse motivo, talvez seja interessante alternar a pimenta com outros termogênicos naturais, como o gengibre e o chá verde.
– Gordura Marrom
Em outra pesquisa, cientistas da Universidade de Wyoming também nos Estados Unidos descobriram que a capsaicina pode estimular a perda de peso por meio de outro mecanismo distinto.
Através de estudos com ratos, foi possível observar que o principal composto ativo da pimenta induziu a “conversão” da gordura branca em gordura marrom.
Nosso corpo contém naturalmente os dois tipos de gordura, mas enquanto a branca acumula energia, a marrom é importante para a termogênese e estimula a diminuição das reservas de gordura.
A gordura marrom é também mais eficiente no controle das taxas de glicose e de insulina na circulação, dois efeitos que inibem o acúmulo de gordura e favorecem o controle do peso.
– Ação antioxidante
Os antioxidantes da pimenta auxiliam no controle dos radicais livres e das inflamações, o que por sua vez se traduz em um metabolismo acelerado e com menor propensão ao acúmulo de gordura.

2- Tem efeito analgésico

Novamente ela, a capsaicina. O princípio ativo da pimenta se liga aos receptores da dor, que nada mais são do que terminações nervosas responsáveis por “captar” todas as possíveis percepções de desconforto e dor.
Apesar da sensação de queimação, o efeito é uma diminuição na sensação de dor (quase como um amortecimento) e um relaxamento da musculatura local. Mas esse efeito pode ser o contrário ao desejado para quem sofre com gastrite ou refluxo.
Nestas situações, há indicação de que o consumo de pimenta pode piorar a dor causada pelo retorno do ácido gástrico em direção ao esôfago.
Por outro lado, sabe-se que a pimenta pode ajudar a controlar o crescimento da H.pylori, a bactéria que está associada a determinados tipos de úlceras estomacais.

3- É rica em vitaminas e minerais essenciais

A pimenta fresca contém uma série de vitaminas e minerais indispensáveis para a saúde e que devem ser obtidos através da alimentação. Confira alguns deles e suas funções metabólicas:
  • Vitamina C: o alto teor de vitamina C da pimenta torna o fruto um grande amigo do sistema imune e da saúde da pele.
  • Vitamina B6: assim como outras vitaminas do complexo B, a piridoxina atua no metabolismo energético e participada da produção de serotonina.
  • Vitamina K: indispensável para o processo de coagulação e para a saúde dos rins e ossos.
  • Cobre: necessário para o corpo apenas em pequena quantidades, o mineral tem ação antioxidante e também promove a saúde óssea e do sistema nervoso.
  • Potássio: desempenha uma série de funções no corpo, entre elas o balanço e distribuição de água, controle da pressão arterial e o relaxamento muscular.

4- Estimula a formação de colágeno

Não parece à primeira vista, mas a pimenta é de fato uma grande aliada da pele. O fruto é rico em vitamina C (100 gramas fornecem 240% da ingestão diária recomendada), um nutriente indispensável para a formação de colágeno.
Além de manter a firmeza da pele, o colágeno impede a formação de marcas de expressão e de rugas associadas ao envelhecimento precoce.
A vitamina C ainda minimiza os estragos causados pelos radicais livres formados pela exposição excessiva aos raios ultravioletas e à má alimentação. Esta mesma propriedade da pimenta também é devida à atuação do betacaroteno e de outros antioxidantes presentes (sobretudo) na pimenta fresca.

5- Combate o câncer

A pimenta atua na prevenção do câncer de próstata, de ovários e de mama, entre outros. Cientistas já sabem que existem determinados mecanismos que podem induzir as células tumorais a se “suicidarem” através da programação bioquímica de alguns processos moleculares.
Acredita-se que a capsaicina ajude a ativar esses processos, através de uma ligação à membrana de determinadas células. Quando as células cancerígenas “notam” essa ligação proteica, automaticamente se “suicidam”.

6- É fonte de inúmeros compostos bioativos

A capsaicina não é o único composto ativo responsável pelos benefícios da pimenta para a saúde. O condimento também contém:
  • Capsantina: principal carotenoide da pimenta, é também o responsável pela coloração avermelhada do fruto e seus benefícios antioxidantes, como a prevenção do câncer.
  • Luteína: também presente na couve e no espinafre, a luteína é mais abundante nas pimentas verdes. Seu consumo está associado à saúde dos olhos.
  • Violaxantina: principal carotenoide das pimentas amarelas, compõe até 68% do total de antioxidantes do fruto.
  • Ácido ferúlico: composto antioxidante que atua na prevenção de diversas doenças crônicas, como aquelas que afetam o sistema nervoso (Alzheimer, demência).
  • Ácido sinapínico: antioxidante com potencial antitumoral e anti-inflamatório.

7- Previne doenças cardíacas

Estudos desenvolvidos em países com grande consumo de pimenta (como o México e a Tailândia) têm demonstrado que pessoas habituadas a consumir o fruto diariamente apresentam uma incidência menor de doenças relacionadas à coagulação do sangue.
Esse efeito, combinado com a ação da capsaicina sobre as inflamações, a circulação e os níveis de colesterol, tornam a pimenta uma boa adição para a dieta de quem está preocupado com a saúde do coração.

8- Controla a liberação de insulina

Em um estudo desenvolvido na Universidade da Tasmânia e publicado no American Journal of Clinical Nutrition, pesquisadores observaram que a pimenta vermelha pode reduzir em até 60% a liberação de insulina na circulação logo após uma refeição.
Como a insulina promove o acúmulo de gordura, um melhor controle do hormônio se traduz em menos gordura estocada na forma dos indesejados pneuzinhos.

9- Melhora o humor

Na próxima vez que estiver de mau humor ou muito estressado, experimente trocar o doce por um pouco de pimenta. Além de ser menos calórico, o fruto ainda estimula a produção de serotonina no cérebro.
E já se sabe que níveis muito baixos do neurotransmissor estão associados à depressão e também a uma maior vontade de comer alimentos pouco saudáveis, como carboidratos refinados e frituras.

10- Tem ação anti-inflamatória e antibacteriana

Ainda em fase preliminar, alguns estudos parecem indicar que a pimenta possui efeito anti-inflamatório, possivelmente devido à atuação da capsaicina, que ajuda a fortalecer o sistema imunológico.
Já o efeito antibactericida da pimenta tem sido comprovado repetidamente através de diversos estudos elaborados nas últimas décadas. Em um deles, publicado no Journal of Ethnopharmacology, pesquisadores descobriram que a pimenta é capaz de eliminar cinco diferentes tipos de bactérias.

Como usar

Para algumas pessoas, o consumo excessivo de pimenta pode causar irritação nos órgãos digestivos, levando até mesmo a uma piora do quadro de gastrite. Se você é uma delas, evite acrescentar pimenta às suas receitas.
Já quem não tem histórico de sensibilidade ao fruto pode começar aos poucos a acrescentar pequenas porções de pimenta aos pratos de sua preferência (sopas, saladas, cozidos, assados, etc.). Dê preferência à pimenta vermelha, que é mais nutritiva que os demais tipos.
Outra dica é evitar molhos prontos industrializados, que além de conterem uma série de aditivos químicos ainda possuem uma baixa concentração dos compostos ativos da pimenta. Opte pela pimenta fresca ou pelo molho feito em casa, sem adição de sal.
E por último, lembre-se de que a pimenta não emagrece, sendo apenas uma catalisadora do processo de perda de peso. Ou seja: combine a pimenta com mudanças nos hábitos alimentares, para assim emagrecer sem correr o risco de engordar novamente e sofrer com o indesejado efeito sanfona.
Revisão Geral pela Dra. Patrícia Leite - (no G+)
Referências:
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  2. Ahuja, Kiran DK, et al. “Effects of chili consumption on postprandial glucose, insulin, and energy metabolism.” The American journal of clinical nutrition 84.1 (2006): 63-69.
  3. Kempaiah, R. K., and K. Srinivasan. “Integrity of erythrocytes of hypercholesterolemic rats during spices treatment.” Molecular and cellular biochemistry 236.1-2 (2002): 155-161.
  4. Mori, Akio, et al. “Capsaicin, a component of red peppers, inhibits the growth of androgen-independent, p53 mutant prostate cancer cells.” Cancer research 66.6 (2006): 3222-3229.
  5. Altomare, Donato F., et al. “Red hot chili pepper and hemorrhoids: the explosion of a myth: results of a prospective, randomized, placebo-controlled, crossover trial.” Diseases of the colon & rectum 49.7 (2006): 1018-1023.
  6. Josse AR, Sherriffs SS, Holwerda AM, Andrews R, Staples AW, Phillips SM. Effects of capsinoid ingestion on energy expenditure and lipid oxidation at rest and during exercise. Nutr Metab (Lond). 2010 Aug 3;7:65. doi: 10.1186/1743-7075-7-65.
  7. Yoneshiro T, Aita S, Kawai Y, Iwanaga T, Saito M. Nonpungent capsaicin analogs (capsinoids) increase energy expenditure through the activation of brown adipose tissue in humans. Am J Clin Nutr. 2012 Apr;95(4):845-50. doi: 10.3945/ajcn.111.018606. Epub 2012 Feb 29.
  8. Yoshioka M, St-Pierre S, Drapeau V, Dionne I, Doucet E, Suzuki M, & Tremblay A. (1999). Effects of red pepper on appetite and energy intakeThe British Journal of Nutrition82(2), 115-23.
  9. Whiting S, Derbyshire EJ, Tiwari B. Could capsaicinoids help to support weight management? A systematic review and meta-analysis of energy intake data. Appetite. 2014 Feb;73:183-8. doi: 10.1016/j.appet.2013.11.005. Epub 2013 Nov 15.

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