sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Bancários decidem encerrar greve em agências do Sul de Minas


Os bancários do Sul de Minas decidiram na noite desta quinta-feira (6) encerrar a greve da categoria na região. As assembleias foram realizadas nas três bases sindicais, de Varginha(MG), Itajubá (MG) e Poços de Caldas (MG), que, juntas, abrangem 131 cidades. A decisão acompanha o resultado de outras assembleias também realizadas nesta quinta-feira em todo o país e põe fim a 31 dias de paralisação.
Segundo o presidente da base sindical de Varginha, Fábio Massote, que representa 70 cidades do Sul de Minas, o atendimento deve ser normalizado ainda hoje nas agências bancárias. "Com exceção de Varginha, que tem feriado hoje [nesta sexta-feira, 7, a cidade comemora o aniversário de 134 anos de emancipação político-administrativa], todas as agências retornam às atividades normais porque os bancários decidiram aceitar a nova proposta da Fenaban", diz.
O presidente da base de Itajubá, José Manuel Cerva de Oliveira, à frente de 26 cidades, o retorno das atividades nesta sexta-feira faz parte do acordo firmado com a Fenaban. "Com esse retorno, não haverá desconto em folha de pagamento desses 30 dias parados. Quem faltar a partir de hoje, já vai ter desconto", explicou.
Bancários de agências privadas de algumas cidades da região, como Varginha e Pouso Alegre (MG), já haviam retornado aos postos de trabalho na segunda-feira (3), conforme o sindicato. A greve da categoria começou no dia 6 de setembro.
Acordo
Na quarta-feira (5), a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) propôs aos sindicatos um reajuste de 8% em 2016 e abono de R$ 3.500. Inicialmente, a categoria pedia reposição da inflação mais 5% de aumento real, entre outros benefícios, e a federação oferecia reajuste de 7% no salário, PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche, além de abono de R$ 3,3 mil.
Além de ter melhorado a proposta salarial, a Fenaban também ofereceu aumento de 10% no vale refeição e no auxílio-creche-babá e de 15% no vale alimentação. Os bancos ainda se comprometeram a garantir aumento real de 1% em todos os salários e demais verbas, garantindo que o acordo tenha validade de dois anos. Para 2017, os salários serão reajustados pela inflação (INPC/IBGE) com aumento real de 1%.

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