sexta-feira, 16 de junho de 2017

A Inversão de Valores



Uma pequena retrospectiva na história da humanidade pode mostra-nos que a inversão de valores vista na atualidade, teve início no libertinismo iniciado nos anos dourados. Se um fio de barba valia como uma assinatura na metade do século passado, e a palavra era prova de honra, hoje, a mesma palavra pode transformar um bandido em mocinho da noite para o dia.

Quem aprende a usar a retórica como arma, pode manipular multidões, seja na política, religião e mesmo nos grupos de amizades. A retórica contemporânea está aquém da ética. A palavra não tem nenhuma conotação moral. O que é afirmado hoje, pode ser negado amanhã.
O "bonzinho" pode ser tranformado em mau, sem ter feito nenhum mal e o mau, por pior que seja, sabendo utilizar a retórica e angariar adeptos, passa a ter aparência do bem.
Justifica-se assim o individualismo do homem contemporâneo, fechado em si, caracterizando-se como egoísta, afastando-se, inconcientemente desta inversão de valores que predomina nos clãs da sociedade atual.

A réplica desta história está bem representada nos filmes, onde o bandido rouba, trapaceia e o telespectador torce por ele, se o diretor do filme criou em torno deste personagem uma situação propícia.
As épocas são tranformadores da moral; nos anos cinquenta por exemplo, a moral (ética) era elevada. Podia-se dizer: "honestidade à toda prova". Após os anos 70, quando a desilusão ideológica instalou-se, a moral inciciou sua queda. Parece que a sociedade via caindo por terra seu último sonho de organização desta aldeia global. A incerteza do amanhã pairava no ar e a esta altura podia-se dizer: "não basta sermos honestos, temos que parecer honestos". O subconsciente coletivo saia da firmeza moral, para a aparência da moral.

Hoje, não adiante ser honesto e parecer honesto; a reputação depende do meio onde você está inserido; se você tiver o dom da retórica e com ela formar grupos a seu favor, a ética ficará completamente dispensável. Estamos no tempo da degradação total da moral. Aquele que prega a ética pode ser o mesmo que não a pratica.
O que virá posteriormente será a degradação final e total, física e mental do ser humano.

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