sábado, 11 de novembro de 2017

Ministro Diz Que Precisa Enxugar As “Regalias Dos Professores”


Desde que assumiu, Michel Temer mira seus canhões no setor público do país. Não à
toa, sua principal medida até aqui é a edição da PEC 241, que limita os gastos nessa
área por 20 anos. Isto traz impactos negativos para o funcionalismo da União,
estados e municípios, que poderá ficar com salários congelados por duas décadas.
Nessa linha de ataques ao setor público, o governo federal começa a fazer
dobradinha com prefeitos e governadores no sentido de atingir ainda mais,
negativamente, o pessoal do magistério. Segundo técnicos do MEC, redes estaduais e
municipais de educação são gigantes demais e consomem muito dinheiro de estados e municípios.  “É preciso enxugar, pois 12 estados cogitam declarar calamidade
financeira”, alardeiam no site da Agência Brasil.
Uma das principais saídas em discussão entre Temer e gestores de estados e
municípios é o “enxugamento” de supostas regalias dos professores. “Eles têm férias
de 45 dias, aposentadoria especial, descanso pedagógico, piso nacional e até lanche
grátis”. Que outro trabalhador possui tantas regalias? É preciso enxugar tudo isso ou
o país continuará quebrado”, dizem burocratas do MEC.


Rebate
As representações dos educadores, no entanto, ponderam que o problema é
outro. “Temer que enxugar o setor público para fazer caixa e manter com ainda mais
privilégios meia dúzia de grandes empresários e banqueiros que financiaram o golpe
de Estado no país”, declara a professora Ana Beatriz, de Brasília.

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